O Homem que calculava (Júlio César de Mello e Souza)
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O Homem que calculava (Júlio César de Mello e Souza)



Malba Tahan é o pseudônimo do professor Júlio César de Mello e Souza que além do Homem que Calculava escreveu mais de 15 livros sobre os costumes e lendas do povo árabe. 

O homem que calculava trata de Beremiz Samir ? um calculista brilhante ? e suas aventuras pelo Oriente Médio. Ele e nosso narrador se conhecem durante uma viagem e passam a viajar juntos pelo deserto. Ali, encontram aventuras onde o cérebro do calculista será posto à prova diversas vezes e colher os frutos de ser tão inteligente e criativo na resolução de conflitos númericos, por assim dizer. 

Cada capítulo nos apresenta uma nova aventura e, com ela, um novo problema matemático que Beremiz resolve de maneira surpreendente e até divertida. Ele consegue romancear os números e deixar o leitor não só com a sensação de que está realmente entendendo o problema como também aprendendo coisas totalmente novas (ainda que não sejam). 

Ao longo da jornada, Beremiz vai conhecendo pessoas e lugares e solucionado diversas situações por meio de suas habilidades matemáticas: a partilha de 35 camelos para 3 herdeiros, a divisão de 21 vasos com conteúdos diferentes para 3 sócios, dentre outras questões. 

O protagonista encontra muitas pessoas importantes e a todos impressiona com sua inteligência e a forma prática e simples de resolver questões relacionadas à matemática. Chegando a Bagdá, Beremiz cai nas boas graças do Califa e também se torna professor de matemática da jovem Telassim, cujo rosto ele não pode ver. Mesmo assim se apaixonam. 

Beremiz pede, então, ao Rei, a mão da jovem Telassim, filha do xeique Iezid Abud-Hamid, em troca das riquezas e glórias prometidas por ele. 

O Rei após conferência com o xeique Iezid decide que Beremiz poderá casar-se com Telassim desde que resolva um problema criado por um dervixe (religioso mulçumano) do Cairo que consistia na seguinte questão: O rei possuía cinco escravas, duas tinham os olhos negros e as três restantes tinham os olhos azuis. ?As duas escravas de olhos negros, quando interrogadas,? diziam sempre a verdade, enquanto as de olhos azuis sempre mentiam. 

Beremiz poderia interrogar três das escravas, que estariam com o rosto totalmente cobertos, mas poderia fazer apenas uma única pergunta a cada uma delas, para então descobrir a cor dos olhos de cada escrava. Beremiz usando de astúcia e lógica, pergunta à primeira escrava de que cor eram os olhos dela, mas esta responde em um dialeto desconhecido e Beremiz, apesar do rei determinar que as próximas perguntas devessem ser respondidas adequadamente, perdeu a resposta da primeira escrava. 

Sem se abalar, o calculista seguiu para a segunda escrava e perguntou qual fora a resposta que a primeira escrava acabara de proferir. A segunda escrava respondera: ?Os meus olhos são azuis?. 

Á terceira escrava o calculista perguntou qual era a cor dos olhos das duas primeiras. Ela respondeu que a primeira tinha olhos negros e a segunda tinha olhos azuis. 

Assim o calculista descobriu a cor dos olhos das cinco escravas: a primeira tinha os olhos negros, a segunda tinha os olhos azuis, a terceira tinha os olhos negros e as duas últimas tinham os olhos azuis. 

Vencido o desafio, Beremiz se casa com Telassim, que já era cristã, e converte-se também ao cristianismo. Faz questão, no entanto, de ser batizado por um bispo que conhecesse a teoria de Euclides. Beremiz e Telassim vão morar em Constantinopla e têm três filhos. 

Importância do livro: 

O professor e engenheiro carioca Júlio César de Mello e Souza escreveu (sob o pseudônimo Malba Tahan) várias obras que o consagraram como pioneiro da difusão da educação matemática no país. Por meio da fantasia e do encantamento das lendas árabes, o autor difundiu o gosto e a curiosidade pelo mundo da matemática. O Homem que Calculava, tornou-se um clássico da literatura infanto-juvenil e é lido até hoje, estando na 75ª edição, a primeira edição data de 1938. O livro foi premiado pela Academia Brasileira de Letras. 

Análise: 

Apesar de não ser um livro didático, é muito recomendado nas escolas pela forma como apresenta a matemática. O autor busca colocar a disciplina de forma divertida e lúdica, incentivando uma nova maneira de pensar o aprendizado. Como professor de matemática, o escritor Júlio César conhecia bem as necessidades dos alunos e acreditava que o ensino podia ser mais agradável para o estudante. 

O livro apresenta uma matemática sem fórmulas, baseada no raciocínio do protagonista Beremiz. O Homem que Calculava mostra, com isso, que a disciplina não é um conjunto de fórmulas decoradas e que o conhecimento pode solucionar questões do dia a dia.



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